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Nacional

Ezequiel Fonseca vai investigar Pedro Henry


Por Renan Marcel, GD

Líder da bancada mato-grossense no Congresso Nacional, deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) passou a integar, como membro titular, a CPI da Petrobras. Ele ocupa vaga aberta pelo afastamento do deputado pepista Lázaro Botelho (TO), que é um dos parlamentares investigados na Operação Lava Jato e até ontem compunha a comissão.

Inicialmente quem foi indicado para substituí-lo foi o deputado progressista Covatti Filho (RS). Este, por sua vez, foi “impedido” de fazê-lo por ser filho do ex-deputado federal Vilson Covatti, que também está na lista de 47 réus denunciados pela Procuradoria-geral da República (PGR). Dos 47, 32 são do Partido Progressista.

Na lista, figura por exemplo o ex-deputado Pedro Henry, que na época das práticas ilícitas denunciadas era do PP, partido presidido por Fonseca em Mato Grosso. Henry já foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em outro escândalo, o do Mensalão petista, e cumpre pena de 7 anos e dois meses em regime semiaberto.

Em Mato Grosso, Henry era considerado um “cacique” da sigla e foi secretário estadual de Saúde implantando o modelo de gestão por meio das Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Presidente do diretório estadual do PP, função que foi de Pedro Henry por um bom tempo, o deputado Ezequiel Fonseca não gosta de comentar sobre a ligação de Henry com o partido em virtude do desgaste gerado à legenda com a condenação dele, o único político de Mato Grosso condenado no esquema do mensalão. Quando é questionado, Ezequiel destaca que isso é fato superado e que o ex-correligionário está cumprindo sua pena.

Sobre a CPI, Ezequiel afirma que é preciso ter cuidado para não fazer pré-julgamentos. “Nós vamos seguir todo o regimento interno que disciplina a CPI, dar a condição da ampla defesa e, sem fazer nenhum pré-julgamento, elaborar o relatório.Não quero fazer nenhum juízo de valor ainda. Cabe à Justiça decidir sobre aqueles que estiverem realmente envolvidos”, disse o deputado.


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